25 Março, 2017
Posted in Imprensa
9 Março, 2006 Ricardo Vargas

Tome conta da sua vida

In Happy Woman

Tomar conta da própria vida é algo que assusta muitas pessoas.

 

Quando falamos de empreendedorismo, prefiro a expressão “tomar conta da própria vida” do que liderar. Para liderar uma equipa, uma empresa ou uma pessoa apenas, precisamos de saber para onde ir. E isso depende de termos uma visão clara e de sabermos o que fazer (e como) para lá chegar. Ora, é impossível ter isso claro antes do início de qualquer empreendimento. Para liderar outros precisamos primeiro de tomar conta da nossa vida.

 

 

 

 

A diferença entre as empreendedoras e as outras pessoas é que as primeiras não estão à espera de uma iluminação, e de ter todas as condições garantidas, antes de se tornarem responsáveis pela própria vida. Pelo contrário, é por num determinado momento se tornarem responsáveis pela própria vida que se torna progressivamente claro o que querem fazer e como. Além disso, a maioria das pessoas bem-sucedidas nunca tem as condições todas que necessita, deixando por implementar muito do que inicialmente desejou exactamente por falta de oportunidade. Mas não é por não conseguirem fazer tudo como gostariam que deixam de agir.

 

Para as empreendedoras, a realização é mais importante que a perfeição. Não se iluda, deixar obra feita já é suficientemente grandioso. E se for imperfeita só prova uma coisa: é humana.

 

A partir dos meus livros e da minha experiência de consultoria:

 

Dez acções para tomar conta da sua vida

1. Faça menos

Existe uma expressão em inglês que pode ser traduzida como “espalhar-se muito fino”. Aplica-se quando as pessoas dividem o seu tempo por tantas actividades que não conseguem dedicar-se de forma profunda a nenhuma delas. A dispersão é um risco real para as empreendedoras. Para ter eficácia no que fazemos é preferível, pelo menos numa fase inicial, realizar menos coisas. Ninguém consegue ser tudo para todos os públicos. Escolha bem o que quer fazer e concentre a sua energia nisso. Escolher bem são as palavras-chave. A tomada de decisão rápida e certeira também se pode treinar.

Seja muito clara com o que é importante para si. Separe as coisas importantes, que contribuem para os resultados que quer obter, das coisas não importantes. Faça sempre as primeiras antes das segundas, mesmo que isso implique queimar alguns prazos. A urgência deve sempre ceder o lugar à importância.

2. Faça-o melhor que ninguém

Não se deixe assustar pela dimensão do mercado. Mesmo que o mercado esteja saturado de escultoras, dentistas, designers ou outra profissão qualquer haverá sempre lugar para as melhores. Se formos suficientemente bons, o mercado aparece, mais tarde ou mais cedo. A excelência no que se faz não é uma opção, é uma necessidade.

O que vale a pena ser feito, vale a pena ser bem feito.

3. Seja diferente

O que é que você tem de novo, diferente, inabitual para oferecer ao mundo? A diferença não precisa de ser uma grande inovação, por vezes basta um novo ponto de vista sobre algo já muito batido para fazer uma grande diferença na prática. Uma coisa é certa: ser diferente faz a diferença.

4. Preveja o futuro

Tenha uma percepção sensível para as pequenas mudanças. São as pequenas mudanças, somando- se a um ritmo constante, que fazem as grandes diferenças ao longo do tempo.

As pessoas empreendedoras desenvolvem a capacidade de ver, antes de todas as outras, a direcção das mudanças futuras. Isto acontece apenas se temos sensibilidade para percepcionar alterações de contexto, significado antes da maioria das pessoas. Muitas vezes quem está perto de uma empreendedora acha que ela vê coisas que não existem, e interpreta negativamente esse modo de funcionamento. Mas essa é uma capacidade importante para tomar conta da própria vida: ser capaz de ver as coisas que ainda não existem. Chamamos a isso ser visionário.

Não podemos esquecer aqui que a melhor forma de prever o futuro é fazer acontecer aquilo com que sonhamos.

5. Acerte no timing

Victor Hugo escreveu: “Não há nada mais poderoso do que uma ideia cujo momento chegou.” Acho que esta frase capta o essencial da criatividade e inovação: as boas ideias vêm antes do seu tempo. Quando já toda a gente pensou em determinado conceito, produto ou serviço, é tarde demais para o lançar no mercado.

6. Venda a ideia

Se você não vender, ninguém o faz. Habitue-se a pensar com a cabeça do seu público-alvo. Como é que as pessoas que me interessam pensam? O que é que valorizam? Como é que eu posso acrescentar valor ao seu negócio ou forma de trabalhar?

7. Seja persistente

Quanto mais inovadora é uma ideia, mais resistência encontra.

Se está à espera de aprovação dos seus pares, nunca vai implementar nada de novo.

A diferença entre um negócio falhado e outro bem-sucedido é, na maioria das vezes, que o empreendedor do segundo não desistiu quando tudo parecia jogar contra ele.

8. Transforme pessoas

A maioria dos nossos sonhos requerem outras pessoas para se tornar realidade. Precisamos delas para tornar os nossos sonhos realidade.

Envolva outras pessoas.

Inspire-as.

Desenvolva as suas competências.

Ajude-as a sentirem-se melhor.

Modifique a sua aparência.

Seja o que for que faça, para que seja duradouro transforme pessoas.

Tenha metodologias.

9. Passe a bola

Inspirar não chega, é preciso responsabilizar e fornecer as condições para que outras pessoas possam pegar no que nós iniciamos e levá-lo mais longe.

10. Aceite as perdas

O fracasso faz parte da curva da aprendizagem. Os empreendedores caracterizam-se por não desistir. Aprenda com o que aconteceu. Para cada ideia bem-sucedida há 10 que não vêem a luz do dia e outras que morrem pelo caminho. Encare as perdas como uma selecção natural do mercado. Nunca as tome como coisa pessoal. Foram as suas ideias que não resultaram. Tem outras para tentar?

 

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