16 Janeiro, 2011
Posted in Imprensa
12 Novembro, 2018 Amie Gavinho

Todos iguais, todos diferentes – o seu Reiss Motivation Profile

Há momentos ou situações em que agimos quase de forma automática sem grande reflexão.

 

 

Por exemplo quando respondemos de forma brusca, elevando o tom de voz e recusamos qualquer tipo de ajuda – porque estávamos a realizar um projecto que nos é querido e nos sugerem que é melhor envolvermos outros colegas para garantir o cumprimento do prazo.

 

 

Ou por exemplo quando surge uma oportunidade de ficar à frente de um projecto de elevado risco e visibilidade e nós oferecemo-nos prontamente para não deixar escapar, sem considerar o constrangimento temporal que implicará.

 

 

 

É depois de termos agido que por vezes, olhamos para trás e questionamos se adoptamos o melhor comportamento naquela situação ou se não teremos agido de “cabeça quente”.

 

 

De onde surgem estes impulsos comportamentais?

 

 

Claro que há outras situações ou circunstâncias em que nos sentimos muito mais donos das acções que realizamos, isto é, mais conscientes do nosso comportamento e das escolhas que fazemos.

 

 

Porque é que isto acontece? Porque é que às vezes os nossos comportamentos são mais impulsivos do que noutras?

 

 

Steven Reiss, psicológico Americano e investigador, Presidente da World Society of Motivation Scientists and Professionals trabalhou durante décadas para responder à questão: o que é que nos move?

 

 

Do trabalho dele resultou um modelo de motivação renovado e um instrumento de auto-avaliação (Reiss Motivation Profile / RMP) validado que nos permite obter a nossa impressão motivacional – à semelhança da nossa impressão digital uma identificação singular.

 

 

Aquilo que Reiss conseguiu encontrar com a sua investigação exaustiva foi um conjunto de 16 factores que representam as 16 necessidades psicológicas básicas que todos os seres humanos procuram satisfazer (com maior ou menor intensidade).

 

 

Estas 16 necessidades representam os nossos motivos de vida. Eu, você, o seu parceiro, os seus filhos, a sua chefia, a sua sogra, o seu dentista, os seus amigos, os desconhecidos que vê a passear na rua ou os famosos que vê na televisão – somos todos condicionados de uma forma inconsciente, impulsionados à satisfação destas necessidades básicas, destes motivos de vida.

 

 

Porque partilhamos estes 16 factores somos todos iguais. No entanto, a conjugação ou a combinação destes 16 motivos de vida resulta em cerca de 6 mil milhões de possibilidades diferentes. Se compararmos o seu perfil motivacional com alguém à sua escolha verificaremos facilmente que cada um de vós é único.

 

 

Não há dois perfis iguais e por isso somos todos diferentes. A questão central é a intensidade com que sentimos a necessidade de satisfazer estes 16 factores. O perfil Reiss revela o quanto valorizamos cada um dos motivos comparando os nossos resultados com uma amostra representativa da população. Colocam-se três hipóteses para o quanto valorizamos um determinado motivo ou: 1) não se diferencia da média da amostra comparativa; 2) diferencia-se da média da amostra e 3) diferencia-se muito da média da amostra.

 

 

Quando valorizamos um motivo – e a intensidade se distingue da média – quanto maior a intensidade mais força esse motivo terá na determinação dos nossos comportamentos.

 

 

Nos exemplos descritos acima, o estudo do Perfil Reiss poderia ajudar-nos a compreender que a primeira pessoa valoriza fortemente a sua independência (motivo independência) e a segunda pessoa valoriza fortemente concretizar/realizar (motivo poder). Quanto maior a intensidade maior a impulsividade.

 

 

Se quisermos compreender melhor porque agimos de determinada forma o entendimento das nossas verdadeiras motivações é central. Você poderá ter inúmeros gostos e interesses em comum com o seu colega, poderá adoptar comportamentos idênticos à sua chefia, poderá concordar e partilhar determinados valores com o seu companheiro(a) – mas aquilo que faz cada um de vós agir de determinada forma, aquilo que vos faz verdadeiramente felizes é diferente.

 

 

 

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