28 Maio, 2020
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22 Agosto, 2017 Amie Gavinho

Teremos algo a aprender com as nossas crianças?

Quando perguntamos à minha sobrinha o que ela quer almoçar ou jantar, a resposta é invariavelmente salsichas com carne e arroz.

Quando a questionamos sobre o que quer fazer, ela responde ver o filme Frozen, apesar de só esta semana já o ter visto mais de cinco vezes.

É desgastante convencê-la que está na hora de dormir porque diz sempre que quer brincar e que não está cansada. Para ela são sempre horas de mimar, abraçar, brincar, rir e divertir-se.

Alguma vez reparou como as crianças parecem conseguir aproveitar ao máximo cada dia que passa, como se cada dia fosse o único das suas vidas?

 

A noção de tempo da minha sobrinha é realmente interessante. Em conversa ela afirma com convicção que “ontem fiz 4 anos e na minha festa comemos um bolo da Dra. Brinquedos e abrirmos os presentes e eu adoro a minha nova bicicleta”. Adianta também que “amanhã quando a minha irmã nascer vou ver o Frozen com ela” (importa referir que ainda faltam alguns meses para o nascimento da sua irmã ou irmão).

A capacidade de uma criança compreender o conceito de tempo aumenta à medida que a criança desenvolve uma representação simbólica deste conceito. Contudo, até cerca dos seus 10-11 anos não estão a prestar muita atenção ao tempo nem a monitorizá-lo da forma como os adultos o fazem.

Esta reflexão levanta uma questão: Quão melhor seria iniciar cada dia “de fresco”? Sermos capazes de deixar a nossa bagagem para trás e vivênciar em pleno o dia de hoje – tal e qual como as nossas crianças parecem fazer!

Claro que nós já não somos crianças. Temos uma série de responsabilidades, e sabemos que o dia de hoje constitui parte de um contínuo. Está claro para nós que o dia de ontem e o dia de amanhã fazem parte integrante da nossa realidade.

Quantas vezes já ouviu alguém que conhece dizer: “Paciência, faço isso amanhã.” ou “O que é que posso eu fazer sobre isso se já está feito?”

E você: já suspendeu a realização de algum objectivo dizendo que fica para o mês ou para o ano que vem?

Vamos considerar por um momento a nossa noção do tempo, a noção dos adultos:

  • Quando estamos aborrecidos, o tempo parece demorar uma eternidade a passar (opção a).
  • Quando estamos ocupados a fazer algo desafiante, estimulante ou diferente perdemos a noção do tempo e sentimos que este passou a correr (opção b).

Estes dois efeitos são familiares. Já todos tivemos esta sensação de que a passagem do tempo é variável. Naturalmente sabemos que é uma ilusão: cada minuto tem sessenta segundos, cada hora tem sessenta minutos, e por ai adiante.

Peço-lhe que pense comigo durante um momento sobre outra experiência que temos com o tempo:

  • Por um lado (opção a): quando consideramos uma semana típica de Segunda-feira a Domingo – uma semana de tarefas ou actividades rotineiras sequenciais, sem nada que auxilie a diferenciar um dia dos restantes – que sentimos? Provavelmente que cada dia se funde com o dia anterior e parece que o tempo encolhe.
  • Por outro lado (opção b): se a esta semana rotineira juntarmos actividades diferentes como o alcançar de objectivo proposto, um jantar excepcional uma ida ao ginásio ou ao cinema, o que sentiríamos de diferente?

Possivelmente  questionar-nos-íamos de como fomos capazes de fazer tanto em tão poucos dias – pareceria que o tempo se tinha expandido.

Qual destas noções de tempo lhe parece mais apelativa: Viver uma vida rotineira sem grandes pontos de interesse e momentos memoráveis, ou por outro lado, sentir que cada dia foi vivido ao máximo, e a cada aniversário sentir ter sido incrível realizar tanto num tão curto espaço de tempo? Compete-lhe a si decidir o que prefere para a sua vida.

Na verdade as nossas crianças não consideram estes aspectos de noção de tempo, não precisam de o fazer. Estão simplesmente entusiasmadas porque cada dia é uma oportunidade de fazer aquilo que gostam. As nossas crianças são curiosas, famintas por aprender e fazer novas ligações, desejosas por viver novas aventuras; não se deixam limitar pelo medo de falhar nem pela possibilidade de serem humilhadas.

É um facto que nesta área temos muito a aprender com as nossas crianças. Como adultos perdemos de vista estas lições de vida e tendemos a embrenhar-nos nas questões do dia-a-dia.

A Consulting House pode ajudá-lo a recordar atitudes positivas de que se foi esquecendo, fortalecer raciocínios/ligações que estão menos presentes ou a enriquecer a sua “caixa de ferramentas” com metodologias distintivas e estratégias que auxiliam uma gestão e equilíbrio da vida privada e profissional. Despertámos o interesse da sua “criança interior”?

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