2 Fevereiro, 2009
Posted in Imprensa
24 Outubro, 2017 Ricardo Vargas

Tech is human

In Human

A notícia já não é nova. De acordo com previsões da Comissão Europeia, em 2020 haverá em Portugal cerca de 15.000 vagas de empregos em tecnologias de informação por preencher; na Europa, 913.000.

A escassez de talento é um problema para as empresas do sector TIC. Não é possível executar estratégias, crescer, conquistar mercado, sem o talento necessário. Mas falhar não é opção, e as empresas souberam ajustar-se rapidamente. Criaram alguns dos mais interessantes processos de recrutamento, retenção e desenvolvimento de talento do mercado.

Oferecem programas de formação a recém-licenciados, procuram atrair pessoas com uma oferta variada de condições. Além de programas de benefícios e formação contínua, prometem uma cultura de informalidade, centrada no indivíduo e na expressão da identidade individual. Os ambientes são cool, atractivos. As pessoas são jovens, únicas. A felicidade nunca está longe do trabalho para um programador ou data scientist. Num mundo em que o recrutamento é global, as respostas devem ser assertivas.

 

 

Para as empresas de tecnologia as pessoas são o mais importante – de facto. Tratam-nas melhor do que muitas empresas que vivem de negócios supostamente mais human-centered.

Mas a aquisição, retenção e desenvolvimento de talento não são só temas de política organizacional. São também questões de liderança. As pessoas entram na empresa por causa do projecto, mas saem por causa do chefe. Qualquer estudo demonstra que uma má relação com a chefia é a principal causa de insatisfação dos colaboradores. E um elevado turnover de talento pode boicotar o crescimento da empresa.

É importante evitar a tentação de promover o melhor técnico a chefia. Perder um bom técnico e ganhar um mau chefe é a consequência habitual. Mas além desta verdade universal, não há respostas uniformes para o desafio.

Não podemos deixar de ser quem somos, mas podemos aprender a ser o nosso melhor e promover o melhor de todos os que nos rodeiam  

O que separa duas empresas tecnológicas pode ser muito mais do que o que as une. Uma empresa que desenvolve apps e sistemas para empresas, outra que produz jogos mobile para clientes finais e uma terceira que oferece um modelo omnichannel para marcas, utilizam as mesmas competências de programação, mas terão clientes, modelos de negócio, estratégias e culturas diferentes.

Precisamos de garantir que as chefias apoiam as estratégias de gestão de talento da empresa com formatos de liderança alinhados. As novas formas de liderar em ambiente tech equilibram alguma processualização da gestão de equipas com competências de boa liderança com a possibilidade de afirmação pessoal dos líderes. É um triângulo equilátero. Se puxamos demais de um lado, ele não funciona.

É importante entender que a filosofia de gestão de projectos agile e as suas desmultiplicações práticas são elas próprias equilibrantes de processos e pessoas, de estratégia e execução, de objectivos comerciais e técnicos. Portanto, o desenvolvimento de líderes em empresas de tecnologia tem de ser igualmente ágil, capaz de fazer pontes entre sistemas, processos, estratégia e pessoas.

Descentralizar a liderança; acelerar o desenvolvimento de talento através de competências cognitivas; fornecer instrumentos e metodologias de auto-motivação às equipas; aumentar a auto-consciência dos líderes; prevenir a ocorrência de danos nas relações através da identificação de riscos relacionais específicos de cada equipa; trabalhar competências comportamentais agile; implementar modelos de liderança baseados em valores reais e não aspiracionais; manter um assessment rigoroso de liderança mesmo em fases de escassez de candidatos para promoção; implementar academias de liderança alinhadas com a estratégia e cultura; promover comportamentos individuais que aumentem a felicidade no trabalho; fornecer competências de intervenção em sistemas humanos; são algumas das coisas que têm apoiado os nossos clientes em fases de crescimento.

Não podemos deixar de ser quem somos, mas podemos aprender a ser o nosso melhor e promover o melhor de todos os que nos rodeiam. Agile é ser quem somos, fazendo as coisas certas.

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