20 Junho, 2016
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22 Novembro, 2018 Melany Colmenero

O que motiva as nossas escolhas profissionais?

Para a maioria das pessoas empregadas, 1/3 do seu tempo é passado no trabalho. Por isso, é de extrema importância que seja um tempo de qualidade e de percepções positivas, para que dessa forma sejam mais produtivas e mais felizes, tanto profissional, como pessoalmente.

 

 

Neste sentido, torna-se fundamental identificar os factores que conduzem os colaboradores a uma percepção subjectiva de bem-estar (vulgo felicidade). A motivação está entre os factores principais e como consequência os resultados da empresa podem ser alavancados através de uma aplicação correcta desta ferramenta.

 

 

Mas podemos motivar as pessoas? Ou são as pessoas que se motivam? E o que é que motiva alguém? Conhecer as respostas para muitas destas perguntas pode, em alguns casos, ser o segredo para um percurso profissional feliz, produtivo e de sucesso.

 

Apesar de reconhecermos no ser humano uma tendência inata para perseguir objectivos novos e desafiantes e desenvolver as suas capacidades de aprendizagem, hoje sabemos que nem todos, no seu contexto de trabalho, têm as mesmas preferências e motivações. A segurança e estabilidade que inspira um colaborador a permanecer na sua função poderá não inspirar outro colaborador que prefira o risco e o desafio de criar e inovar.

 

 

A ciência fala-nos de 8 âncoras de Carreira, aquilo que nos prende e nos motiva a acordarmos todos os dias com vontade de darmos mais e melhor no nosso trabalho.

 

 

Tem algum colaborador na sua equipa que vibra quando lhe é dado um projecto totalmente inovador ou uma responsabilidade superior? É como se de repente tivesse tomado um banho de energia? Se a sua resposta é afirmativa, seguramente que ele terá o “Desafio Puro” como a âncora (ou uma das âncoras) predominante. Esta pessoa perde o interesse pelo trabalho quando está muito tempo a fazer as mesmas tarefas. Estas tornam-se previsíveis e deixam de o estimular intelectualmente.

 

 

Já se surpreendeu com um colaborador que não aceitou o desafio de gerir uma nova equipa noutro país durante um ano e assim evoluir na sua função? Provavelmente estava diante de um colaborador com uma das suas âncoras principais “Estilo de Vida”. Esta pessoa não abre mão de uma situação que lhe permita integrar a sua vida profissional com a pessoal.

 

 

Pode também ter um colaborador que deseja de alguma forma contribuir para um mundo melhor através do seu trabalho. Esta pessoa é orientada pelos seus valores e sente-se bem ao estar num trabalho onde os possa viver. Para alguém que se preocupa com o meio ambiente, viver os seus valores pode ser implementar uma política de reciclagem ou de uso responsável de papel. Neste caso estamos perante a âncora “Dedicação a uma Causa”.

 

 

Existem também colaboradores que precisam de se sentir seguros no trabalho em que estão, seja pela rotina das funções ou pela sua estabilidade dentro da empresa. Desafios constantes e imprevisíveis poderão afectar negativamente alguém com “Segurança e Estabilidade” como âncora principal.

 

 

É também possível que no seio da sua equipa tenha alguém com uma âncora de “Criatividade Empresarial”. Este colaborador é movido pela vontade de realizar funções onde possa canalizar o seu impulso criativo e dificilmente renunciará a um desafio que envolva construção e criação.

 

 

Pense agora num colaborador que gosta de fazer as coisas “à sua maneira” e definir como, quando e o que fazer. Já sabe de quem estou a falar? É aquele seu colaborador que tem de se sentir livre e responsável em tudo o que faz e que terá provavelmente como âncora principal a “Autonomia e Independência”. Vai desmotivar com alguma facilidade em funções metódicas e rígidas podendo mesmo recusar oportunidades de promoção para manter a sua autonomia.

 

 

Ter uma carreira que permita desenvolver o conteúdo do trabalho e desafie as capacidades e aptidões técnicas é o que caracteriza alguém com “Competência Técnica” como principal âncora. Se tem algum colaborador com esta âncora, ele vai desejar ser especialista na sua área de actuação e poderá desafiá-lo nesse sentido. Por outro lado poderá ter um colaborador que se sinta totalmente realizado a gerir e a desenvolver pessoas demonstrando fortes aptidões de liderança e vontade de progredir nesse sentido. Este é o tipo de pessoa cuja âncora principal é a “Competência de Gestão Geral”, e poderá motivá-lo proporcionando-lhe oportunidades de crescimento onde possa desenvolver actividades de influência e liderança de equipas.

 

 

É indispensável que lideres e gestores conheçam as motivações profissionais de cada um dos seus colaboradores e com essa informação tomarem melhores decisões na definição de objectivos e acções de desenvolvimento.

 

 

 

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