24 Agosto, 2009
Posted in Imprensa
10 Dezembro, 2018 Melany Colmenero

O hábito faz o ano

“…Este ano é que é… vou deixar de fumar…vou fazer exercício físico…ser mais organizada com as minhas coisas…comer de forma mais saudável…acordar mais cedo.”

 

Conhece algumas destas frases? É-lhe de alguma forma familiar? Pode que se calhar ter ouvido um amigo de amigo dizer algo parecido!

 

Estamos na época do ano mais propícia para as famosas resoluções de ano novo! Aproxima-se o final do ano de 2018 e paramos para refletir sobre como correu o ano e sobre a forma como o vivemos. Por essa razão alguns de nós decidimos empreender novos objetivos e novas resoluções.

 

 

Mas sejamos sinceros: de todas essas resoluções, quantas sobreviveram?

 

Stephen M. Shapiro, consultor e autor de best-sellers sobre inovação e negócios nos EUA, em parceria com a empresa Opinion Research Corp., realizou um estudo que refere que das 45% de pessoas que definem estas famosas resoluções apenas 8% irão manter-se fiéis às mesmas.

 

Um dos erros mais comuns é olharmos para as nossas resoluções como um acontecimento único, algo que queremos alcançar e que se resume a isso mesmo: a meta em si!

 

Se voltarmos a olhar para a lista de resoluções vamos encontrar em muitos casos hábitos, que queremos ganhar ou que queremos substituir e que vão contribuir positivamente para o nosso sucesso no próximo ano.

 

Criar novos hábitos que sejam eficazes e que conseguimos fazer durante um largo período de tempo e de forma sustentável, é trabalhoso mas não impossível!

 

Nem tudo está perdido e ainda bem para nós, já que são os hábitos que determinam como será o nosso dia, e no final como será a nossa vida! Um estudo realizado em 2006 na Universidade de Duke revelou que mais de 40% das ações realizadas diariamente pelos inquiridos não resultavam de decisões mas sim de hábitos.

 

O hábito actual foi em si uma escolha que fizemos deliberadamente num determinado momento, e que embora deixemos de pensar nela de forma consciente, continuamos a fazer de forma continuada e repetida.

 

Todos os hábitos seguem um padrão na sua formação:

 

1 . “Deixa” – O gatilho que dá início ao comportamento

 

2 . Rotina – O comportamento por si só

 

3 . Recompensa – O benefício que ganha por seguir o comportamento

 

Uma vez que temos a capacidade de escolher o hábito que queremos adquirir ou modificar, necessitamos de encontrar a forma de relembrar o hábito – aquilo que será a “deixa” que vai despoletar o comportamento. Após a execução do comportamento é essencial a recompensa, o festejo e a celebração para que se crie o ciclo do hábito.

 

Tal como dizia Aristóteles: “Nós somos o que fazemos repetidamente. Por isso o mérito não está na acção e sim no hábito.”

 

Estamos na altura certa para analisar: Como são os seus hábitos? E os da sua equipa? E os da organização? Quais são os hábitos que quer modificar ou adquirir em 2019?

 

Para que este ano as suas resoluções cheguem a bom porto é fundamental olhar para a ciência por detrás do hábito. 

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