25 Janeiro, 2017
Posted in Imprensa
1 Dezembro, 2016 Ricardo Vargas

Os millennials exigem novos líderes

In Human


O mundo muda. Cada geração valoriza coisas diferentes das anteriores. Os novos líderes começarão por ser pessoas das gerações anteriores a gerir millennials e continuarão por ser millennials a gerir millennials. E estes apresentam desafios específicos.

 

  • Os millennials são sobretudo coleccionadores de experiências. Precisam de sentir a cada momento que a experiência que lhes é proporcionada é relevante, em qualquer área das suas vidas. A lide-rança tem de ser emocionalmente engajante e com um sentido ligado ao seu desenvolvimento pessoal.
  • Têm uma lealdade diferente em relação à empresa. Estão menos tempo nas empresas. Permanecem enquanto têm um sentido de missão. Depois saem.
  • Desvalorizam os símbolos de estatuto tradicionais. São mais igualitários. Os títulos não os impressionam. Param o CEO ou o Presidente da República para tirar uma selfie porque é cool.
  • Não aceitam um poder baseado em conhecimento. Num mundo digital, progressivamente dominado pela inteligência artificial embebida em tudo (objectos, serviços, pessoas, casas), nenhum conhecimento pode ser construído na ausência de outros, protegido de outros.Tudo o que o líder conhece formalmente estará disponível num touchscreen.
  • São a geração mais educada de sempre. Têm mais preocupação com a solidez intelectual do que lhes é apresentado. Querem práticas baseadas na evidência. Menos modas e superficialidades e menos metodologias que não subsistem à prova dos resultados. Coisas sem fundação intelectual sólida desligam-nos. Eles questionam tudo.
  • Valorizam a qualidade das relações. Num estudo recente (Appirio report 2016) a maioria dos millennials valoriza mais a forma como são tratados pelas chefias do que as condições de remuneração oferecidas pela empresa.
  • Têm livre acesso ao mundo. Podem estar em qualquer lado a fazer o que quiserem. São móveis e flexíveis. Precisam menos da empresa do que as gerações anteriores.
  • Querem tudo já. A velocidade conta. Eles não têm paciência para esperar 10 anos para progredir.

 

Liderar millennials é um desafio para os baby boomers e para a geração X. Vencer este desafio exige um foco na experiência global de liderança. O líder está tanto sob avaliação como o colaborador.

 

Qual é a qualidade da experiência de liderança globalmente proporcionada pelo líder? Qual é a sua capacidade para partilhar conhecimento, gerar conhecimento na equipa e aprender com a equipa? Qual é a natureza dos desafios que é capaz de lhes apresentar? Qual é a sua criatividade para gerar novas abordagens que os mantenham comprometidos? Qual é a sua flexibilidade para integrar a individualidade de cada pessoa numa abordagem comum? Qual é a sua capacidade de criar relações significativas, orientadas ao desenvolvimento de todos? Qual é a sua capacidade de se reinventar como profissional para ser capaz de liderar profissionais que se reinventam constantemente?

 

Mais do que formar é preciso educar os líderes para que eles sejam capazes de desaprender tudo o que os impede de lidar com os millennials de forma produtiva por mais relevante que isso tenha sido para lidar com pessoas da sua geração. Depois «basta» orientar a formação em função do que os novos colaboradores exigem.

 

O sucesso da sua empresa depende disto.

 

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