13 Janeiro, 2020
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16 Fevereiro, 2019 Amie Gavinho

Ideias: Ligações Criativas

Alguma vez se questionou sobre como tem ideias? O que acontece na nossa mente quando geramos uma ideia?

 

Os vários modelos do processo criativo, desenvolvidos ao longo dos anos, são diferentes abordagens que nos tentam explicar o que acontece na nossa mente quando temos uma ideia.

 

 

 

Um dos primeiros modelos do processo Criativo é atribuído a Graham Wallas (1926). Este educador e psicólogo social inglês propôs que o processo criativo se subdividia em quatro etapas: a preparação (definição do problema ou situação, observação e estudo da questão), a incubação (tempo durante o qual a pessoa deixa esta questão de lado, não pensando de forma consciente sobre o mesmo), a iluminação (o momento em que a ideia ou solução ocorre, parecendo vir do “nada”), e a verificação (quando se testa a ideia ou solução, quando se assegura a viabilidade daquilo que ocorreu no momento da iluminação).

 

Para além deste modelo que descreve o processo em quatro etapas, existem outros, por exemplo, o do inventor da técnica de brainstorming, Alex Osborn que desenvolveu um modelo de 7 passos para o processo criativo.

 

O que é que os vários modelos têm em comum? Caracterizam o processo como o equilíbrio entre uma componente racional e analítica com uma componente criativa.

 

É interessante entender este processo para compreender como é que as pessoas formulam ideias de uma forma natural e espontânea.

 

No entanto, a limitação deste tipo de modelos é a de que são descritivos do processo criativo e omissos quanto à sugestão de estratégias de aceleração das fases, isto é, de eficiência em termos da chegada ao output final (a ideia criativa em si mesma).

 

A velocidade a que o mercado muda diariamente e a rapidez com que as organizações necessitam de ajustar-se e, não raras vezes, antecipar-se, mostra-nos que existem situações em que é preciso activar este processo criativo – isto é, gerar ideias de forma deliberada e imediata.

 

Quão familiares lhe são estes exemplos de situações em que necessita de activar o processo? Encontrar uma solução em menos de 24 horas para um problema com um cliente. Gerar um título ou layout atractivo para os destinatários de um produto em menos de 30 minutos. Produzir uma proposta inovadora para um cliente nos próximos 2 dias. Desenhar o flow e actividades para o próximo encontro de colaboradores ou festa de natal da empresa em duas horas.

 

De facto, nas organizações nem sempre há tempo suficiente para deixar o processo criativo decorrer ao seu “ritmo” natural. Por outro lado, há também situações em que, por nos encontramos em bloqueio criativo num circuito fechado de pensamento redundante, parece que não somos capazes de encontrar nenhuma solução, ainda que possamos dispor de algum tempo.

 

Através de um conjunto de técnicas e metodologias é possível desencadear o processo criativo de forma deliberada. A nossa formação de Criatividade e Inovação transforma o processo criativo natural e espontâneo num processo consciente e intencional. Desta forma, é possível operacionalizá-lo em desafios quotidianos tão diversos como a resolução de problemas, a definição da estratégia, a estruturação de planos de marketing, a concepção ou melhoria de novos produtos e serviços, o desenho de experiências de serviço desejadas, etc.

 

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